sábado, 8 de agosto de 2015

Uma voz e um violão no Café Linkest

Uma voz e um violão no Café Linkest

 
 


Entre xicaras e aromas, sons diferentes eram ouvidos no café. Além dos sons das xicaras e das colheres, movimentadas com auxílio dos dedos, percebia-se que outros dedos movimentavam cordas sonoras sobre uma caixa esquia, produzindo sons. A acústica da caixa com cordas, e a acústica do ambiente. Sons que combinavam com sabores, produzindo imagens e cores, nas holografias da mente. Músicas que podem remeter a pensamentos, que lembram aromas e cheiros, constroem cenas e pensamentos. A construção do conhecimento por saberes, sabores e aromas, sensações tácteis, audições e pensamentos.

Alguns considerados como nerds, conhecem o aroma e o sabor do café, seus saberes e seus sabores. Mestres em linkar sites, plataformas e portais; com maestria podem linkar sabores e saberes. Mestres em insights; mestre em construir saberes e sabores, mestre em construir conhecimentos. A máster Oliver, tirando a essência das olivas, com sons e sentimentos.

Uma voz e um violão, sons que eram captados pela sensibilidade auditiva dos frequentadores do Café Linkest. Entre mesas e balcões não era possível olhar a exata posição, distinguir a localização, de quem tocava e cantava. Não era possível identificar o protagonismo da canção. Apenas era possível imaginar como ela estaria sentada, ou posicionada, com seus dedos percorrendo as cordas do violão. Era uma voz feminina. E a voz parecia surgir do nada, ecoando no ambiente, e invadindo a mente. Ficava uma dúvida no momento, se era uma audição ou uma percepção. Por outros meios, no ar ou no vácuo, meios e mídias, não identificados.

Talvez enquanto um cliente preparava o seu café, para tomar e degustar. Ela também se preparava, para cantar e tocar. Aconteciam cenas paralelas: escolhas entre leite desnatado ou integral, açúcar ou adoçante, chocolate ou canela; ajustes de afinação das cordas e um olhar para uma suposta janela. Um olhar para o alto, um olhar perdido, pensando no tipo de café que gostaria de beber e sorver, ou na primeira música que gostaria, para cantar e tocar. Um rodopiar da colher na xicara, e os primeiros acordes de cítara. Um folhear no cardápio e um folhear no caderno de cifras pautadas. A movimentação dos lábios dando início a sabores e sons. O verter do café na xicara, o verter da voz e do som.

Não era possível identificar de onde vinha a voz. Mas a voz ecoava com sonoridade e suavidade, uma voz e um violão. Canções para ser acompanhadas por um café. A cada gole sorvido, uma interpretação. As interpretações das frases a cada gole, um degustar de sons e sabores; gostos e vozes.

O cérebro como um computador, executando inúmeras funções: a coordenação dos dedos, a coordenação do timbre de voz. E com a audição o acompanhamento o retorno, o feedback, acompanhando resultados para corrigir os atos não programados, os desvios indesejados provocados pelas cordas, vocais e do violão. Com os silêncios dos espectadores, apreciadores, admiradores, era possível gravar em áudio, apenas a canção, com voz e violão.

Entre um café e outro, entre uma canção e outra; uma pausa. A pausa para um gole de agua. Agua para molhar a garganta, suavizar as cordas vocais ou as papilas gustativas. Ao final a possibilidade de novas degustações; a escolha de outro café, ou a solicitação de uma nova canção.

Cenas do Café Linkest; cenas de uma canção, cenas de um cafezinho.

 
Texto relacionado:
A Menina do Café Linkest
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/05/a-menina-do-cafe-linkest/
 

Texto disponível em:
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/08/uma-voz-e-um-violao-no-cafe-linkest/

  

Entre Natal/RN e Parnamirim/RN; em 08/08/2015

 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Drika das Artes


Drika das Artes

 


A arte de ver, rever e prever conceitos; arte de cantar e versar. Arte de discutir e escrever preceitos e preconceitos.  Descrever e desconceituar. Arte de rever conceitos e atitudes do pré-conceitual. Seitas e receitas. Colocar em pratica o não preconceito, não conceituar antes de conhecer e investigar. Múltiplas artes, requerem algumas pesquisas e múltiplas visões. Colégios imaculados e caminhos de conceições.

As artes de desconceituar visões e interpretações, destacar as transparências da alma branca. Enxergar o branco como cor, como conjunto de todas as cores, tal como Newton com seu disco colorido, em revoluções. A arte de enxergar o negro como cor, como ausência de todas as cores, e ausência de denominados preconceitos, preconcebidos e pré-encarcerados.

Dos conceitos físicos da ótica fez sua metafisica em prosa e poesia. Uma poesia que se tornou canção, com instrumentos de cordas e percussão. Formou um trio nordestino, sem triângulo, mas com três partes: alma, corpo e mente; som, tom e emoção; caixa, voz e violão. Três o número de base para um equilíbrio, do sólido, do liquido e do gasoso; da terra, da água e do ar.

Dos quatro elementos, dedicou-se a água e o vento, pisou na terra, destituiu o fogo, da arma e da guerra. A água e o vento que determinam a condição mundial, no momento atual. A sociedade liquida que tanto se fala, com as misturas de informações e ideias vindas de todos os lados, misturando-se e incorporando-se umas às outras. A informação chega como um vento, sem precisar direções de onde vem, e para onde vai. As misturas dos líquidos da agua salgada do mar, das aguas doces dos rios. Aguas doces que carreiam sais das terras, e estarão mais em destaque no mar. Os rios ensinaram aos que moravam no interior, o caminho do mar. Moradias de Netuno e Iemanjá.

No mar o homem procurou novos caminhos com o impulso do vento. A agua da vida, a agua contida nos corpos, o liquido da seiva. Os rios e os riachos que cortam e cruzam as terras, veias e artérias que cruzam e cortam os corpos. Todos agora representados em um copo sobre a mesa. O copo transparente, tal como o ar e o vento, que escondem pensamentos. Das nascentes de um rio, as nascentes das ideias e pensamentos. Com novos afluentes laterais, o rio principal se avoluma em seu caminho em direção ao mar. Com novas ideias vindas da esquerda e da direita, constrói-se o conhecimento, em direção a um caminho. Na terra, no mar, e no ar.

Ao longo da história da humanidade, o homem reuniu-se e uniu-se em povos, grupos e países. Com pares criou famílias. Fez alianças para enfrentar aqueles que poderiam lhe intimidar; arengar e achinchelar; açoitar e a acochar; aqui, ali e acolá. Agora vemos uma reunião global. Novas alianças são criadas entre as pluralidades, diversidades e minorias. As cidades constroem espaços e acessos onde todos possam ter o seu espaço, seu acesso, para andar e caminhar. Uma convivência mutua não importando a condição e a companhia; cor, raça ou alforria.

Poesias que lembram o negro da noite, com o branco do luar. E a brancura das espumas do mar. Palavras doces são lançadas na água salgada do mar. Drika chegou para doar-te, música e poesia, a lembrança e relembrança do homem primitivo, que entrava em contato com o céu, com o mundo invisível, dançando e cantando, versos e poesias, o religare, o culto e o religioso. Ao som de instrumentos de cordas, ainda vocais, e instrumentos primitivos de percussão.

Com o tempo o culto separou-se do religioso, e formaram separações, entre os cultos e os religiosos, a ciência e a religião. Os cultos saíram das igrejas. Do ensinamento nas igrejas surgiram universidades e faculdades, a cruz tornou-se a espada. De capelo e beca, como um soldado formado e juramentado, o canudo do bacharelado, o poder em suas mãos; os cavalheiros aculturados.

Sem cor, sem credo, sem idioma ou nação. Na numerologia escolheu o número cinco, das vogais, dos dedos das mãos, e dos dedos dos pés; do fazer e do caminhar. Linhagens das deusas Adris e Anas.  De um nome de sete letras reduziu e condensou em cinco. Na tal cidade com cinco letras, que lembra nascimento e renascimento, que outrora já teve um poeta em cada rua, e em cada esquina um jornal. Cidade de portas abertas para ações múltiplas, políticas e militares: invasões e ocupações, migrações e imigrações. Em um estado em que o contorno geográfico lembra um elefante, símbolo sagrado e místico no oriente, o lugar do sol nascente.

Com ideias místicas e holísticas, no meio de brumas e espumas, escreveu livros, fez uma apresentação. Em uma 5ª Feira, na livraria de nome com cinco letras, que lembra o prêmio internacional da Paz. Ali ela juntou, idiomas, países e religiões. E deixou sua aura estampada na parede, em línguas universais: Drika da Arte, Drika de Arte, Drika di Arte, Drika do Arte, Drika Du Arte.

 

Natal/RN, 19/06/15

Texto disponível originalmente:

http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/06/drika-das-artes/

 
Roberto Cardoso
Roberto Cardoso (Maracajá)
Desenvolvedor de Komunikologia
Reiki Master & Karuna Reiki Master
Escritor: CMEC/FUNCARTE. Natal/RN
IHGRN- INRG

 

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

A menina do Café Linkest



A menina do Café Linkest



Os cafés tem tomado conta da cidade. Não um tomar por dominar, não é um tomar conta de modo opressor, com uma ocupação dos espaços, como forma de dominação e de poder. Não, não é neste sentido. Mas como um espaço de convivência e conveniência, com ares de calma e tranquilidade. Uma mudança no comportamento social, ou um resgate dos antigos hábitos. A moda sempre volta, com algumas alterações, mas volta. Os cafés tem tomado conta das cidades, e o povo toma e ocupa os espaços do café. Saberes e sabores com apenas um café. Com os novos cafés das novas cafeterias pode ser necessário ter um conhecimento para pedir um simples café (Saberes e Sabores: Café. O Jornal de Hoje. Natal/RN em 09/12/2013). Sabores e conhecimentos intensificados ao misturar leite (Saberes e Sabores: Leite. O Jornal de Hoje. Natal/RN em 16/12/2013).

No século passado foi moda e costume frequentar cafés. Um hábito importado, associado a principal produção agrícola nacional, denominado como ouro verde. A história do Brasil pode ser classificada por ciclos, como o ciclo do ouro e o ciclo da cana de açúcar. Com os donos do ouro, um grupo tinha o açúcar e o café nas mãos e nas xícaras. Café e açúcar, símbolos das exportações e movimentos de embarques marítimos, telas pintadas destacando estivadores carreando sacas em direção à navios.

Frequentar cafés ou tomar café podia conferir status de capital financeiro e capital intelectual. Enquanto possuidores de capital financeiro tomavam seus cafés em casa em xícaras de porcelana e bules de prata, com água fervida em chaleiras de bronze, outros tomavam café na rua. Outros estavam nas ruas: os literatos e intelectuais, a fim de trocar ideias e obter o conhecimento. Não é só o poder que emana do povo, mas a cultura e o conhecimento também. Um conhecimento que circula pelas ruas (serie de textos que vem sendo publicada no “O Jornal de Hoje” em Natal/RN). 

Históricos personagens e escritores da poesia e da literatura tomaram café nas ruas. Os denominados cafés eram frequentados por literários, e ali falavam sobre política, contavam e discutiam seus textos e ideias.  Como o Brasil é um país tropical, os cafés eram encontrados em esquinas e com portas abertas, com cadeiras em varandas e nas calçadas, sem a preocupação de ventos frios e temperaturas muito baixas. Era comum ver da rua, os frequentadores dos cafés. Reconhecer seus hábitos e suas vestes. A linguagem do corpo ao tomar um café.

A moda evolui e o gosto é popularizado. O café popularizou e atingiu outras classes sociais e outros intelectuais. Outras modalidades de comércios passaram a servir café. Botequins e padarias passaram a oferecer café, um café apressado para uma pausa no trabalho, ou um café corrido quando pela manha não foi possível tomar o café da manha em casa. Muitas empresas admitiram manter o café em suas dependências, talvez evitando grandes ausências de trabalhadores que saiam com a desculpa de tomar um café. E o café foi incorporado na cultura social e empresarial. Ao longo do tempo algumas classes sociais fizeram um up grade em seus modos de tomar café. Saberes e sabores estão relacionados. Alunos bem alimentados tem um melhor rendimento escolar, enquanto alunos com maiores saberes e bem informados, evoluem suas preferências com novas gastronomias, arriscando novos sabores.

Hoje os cafés são outros, e ainda é difícil de definir uma modalidade. Há cafés, café e cafés. Cafés com musica, com computadores e até com poesias. Do coffee shop ao café de garrafa térmica oferecido em barrancas e barracas, em esquinas próximas a grandes aglomerações de trabalhadores. Algumas modalidades lembram os cafés antigos. Continuam misturadas as letras. Letras escritas e impressas em livros e revistas, e letras ainda por serem impressas em papeis diversos, em lan houses com computadores, acesso a internet, com copias xerográficas e impressão, em papeis e olhares, em versos e reversos. 

Café normalmente é bem quente, e por vezes muito quente, e não dá para tomar de apenas um gole. O ideal é tomar em goles espaçados para não queimar a boca e não queimar a língua, em sentido conotativo ou denotativo. Enquanto se toma o café em pequenos goles com pausas entre eles, o ideal é conversar com quem acompanha o café ou faz uma simples companhia. Conversas e ideias surgem em um café. Amizades e conhecimentos acontecem em um café e podem ficar algumas marcas como a menina do Café Linkest.

A Menina entrou no Café com um leque de conhecimentos e gostos próprios pela gastronomia. Antes de entrar no Café Linkest já construirá boa parte dos seus saberes. Com seus conhecimentos de TICs, não se apresentavam os tiques nervosos. Com um histórico de pessoa ligada, antenada e conectada, estava pronta para novos links. E como saber não tem limites deixou sua rede aberta para novos conhecimentos. Uma cabeça cheia de conhecimentos ao estar em frente a novas informações é tal como uma tigela cheia. Novos conhecimentos se misturam aos conhecimentos e informações já existentes e transborda. Um transbordar que alcança aqueles que estão a sua volta,

A Menina entrou no Café Linkest, escaneou o ambiente em 3D com os olhos. Sentou, e pediu um café. Com um novo olhar transpassou caixas cranianas e observou que haviam serem dotados de alguma inteligência, tinham um sistema configurado de processadores e HDs internos e externos. Seus componentes internos eram dotados de cérebro e cerebelo linkados com o Universo, um link quase um Wi-Fi. Estavam ligados ao Universo em um sistema com tênues fios invisíveis, que os espíritas chamam de perispírito. Aqueles seres ligados com o universo possuíam equipamentos periféricos que no máximo conseguiam buscar informações armazenadas em nuvens. Usavam equipamentos periféricos como note book e net book, muitos possuíam nas mãos um tipo de hand book, e pareciam se comunicar com seres ausentes ou distantes dali.

A Menina do Café Linkest estava em busca de novos links que pudesse considerar Best. Passou pelo Café para fazer recaras em cartões magnéticos, e como uma navegadora cibernética deixou seu histórico de navegação: em blogs e sites, em portais e redes sociais. Em um banco de café mostrou seu banco de dados de atividades e conhecimentos.

R. Cardoso
Desenvolvedor de Komunicologia
RM/KRM
IHGRN/INRG
rcardoso277@yahoo.com.br


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Saberes e Sabores: Leite

Tic Tic nervoso

Texto disponível em

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Mansão dos Pedersens (parte 2)



Mansão dos Pedersens 
(parte 2)



Si faz parte do rol das fãs de livros, gostava de ler e escrever. Gostava de arrumar livros, visitar livrarias e revirar bibliotecas. Por diversas vezes era convidada a dar palestras para alunos do curso fundamental, e os temas eram sempre livros, livros e livros. Algumas vezes falava de escritores infantis e seus livros. 

Uma grande biblioteca havia na mansão. E Si gostava de arrumar os livros, criava novas arrumações de acordo com temas que estava pesquisando e estudando. Era uma oportunidade de passar horas e horas com os livros pelas mãos: um a um. Espanava os livros, abria espaços para colocar os livros em novas posições. Uma relação entre o real e o mental. À medida que arrumava e limpava os livros, arrumava e limpava a mente, criava e mudava ideias. Papeis velhos esquecidos e sujeiras eram juntadas em um canto. E vez por outra Si fazia intervalos, e tirava a vassoura para dançar. 

Livros são os nossos HDs externos, nossos pen drives sempre à mão. Com a internet e a facilidade de pesquisa, os livros se tornam hiperlinks confiáveis. Com as mãos e braços fazemos um link direto entre o livro e o cérebro. Com os olhos uma conexão sem fios, um blue touch; green touch, ou black touch, depende da Iris de cada um.

Arrumar os livros era uma oportunidade de relembrar de histórias e temas já estudados. Rever arquivos antigos arquivados na mente. Uma arrumação que nunca ficava igual a anterior. Cada livro iria conhecer novos lugares nas estantes, e seus novos vizinhos. Era um revirar de livros e energias estacionadas. A energia precisa circular, mudar de lugar para não estagnar. Si dizia que água parada cria lodo, e livro fechado cria mofo. A água precisa circular para não criar lodo, e o livro precisa respirar para não criar mofo. Um trabalho com os quatro elementos: água, terra, fogo e ar. Sendo o fogo um elemento perigoso de lidar e controlar, estava limitado à cozinha e aos raios de sol que entram pelas janelas. Uma claraboia fazia a composição do cenário do exercito de livros enfileirados e perfilados, ao mesmo tempo em que trazia mais luz ao ambiente, enquanto livros que eram lidos traziam luz à mente.

Si como escritora de livros infantis, não queria seus personagens presos. Os personagens dos livros precisam vir do lado de fora ver o mundo. É preciso que de vez em quando cada livro seja aberto e suas paginas folheadas. Assim seus personagens podiam respirar e ver a luz.

E um dia arrumando livros em uma das bibliotecas da mansão dos Pedersens, deparou-se com um problema. Não sabia onde colocar alguns livros, como classificar seus temas diante outros livros que já estavam em seus locais definidos. Determinados livros que falavam sobre algo mais, livros que iam alem da imaginação. A partir de seus conhecimentos de pedagogia, que envolviam uma psicologia, fez uma opção de colocar os livros depois dos seus livros de psicologia, nomeou aquele espaço de parapsicologias, coisas que iam alem da psicologia. E efeitos e fenômenos paranormais eram muito comuns acontecerem na mansão. 

Certa vez, era um dia de arrumação da biblioteca, o dia terminava e precisava logo terminar sua tarefa. O espaço existente para arrumar os últimos livros ficava próximo a uma janela, junto aos paranormais. Os últimos raios de Sol eram traçados a partir do horizonte, cruzando os espaços da janela. E estava Si arrumando os últimos livros com uma claridade ainda restante que atravessava os vidros da janela. Si estava tranquilamente arrumando livros próximos à janela, aonde ainda chegavam os últimos raios de sol do dia.

Terminada a tarefa, três elementos haviam sido manipulados. O ar que arejou e circulou no ambiente, a terra espanada e varrida do ambiente, representada por pós e poeira, mais os livros com folhas de papel que um dia nasceu da terra. Por fim água para lavar as mãos e o corpo depois das tarefas. Tarefa terminada, só faltava fechar a ultima janela. O elemento fogo era incompatível com as tarefas. Talvez mais tarde com um chá quente, e sentada para descansar, completasse a sequencia dos elementos. E eis que um enorme dragão soltando fogo é avistado pela janela. O quarto elemento agora estava presente. E a tarefa terminada.






Mas ai então começa uma duvida. Estaria o dragão pedido ajuda? Muitos animais chegavam à casa para pedir ajudas. Si fez a opção de escolher um chá digestivo, para mais tarde. Optou pelo chá que ensinava e motivava crianças. O chá ABC, composto de três ervas em letras seguidas: A, B e C: alecrim, boldo e camomila. 

Tudo deveria estar preparado. O dragão ainda estava na linha do horizonte e quem sabe talvez chegasse na hora do chá, pedindo uma ajuda ou uma sugestão, com uma azia ou uma má digestão.

Roberto Cardoso
(Maracajá)

RN 24/04/15



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A Mansão dos Pedersen
 
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