sábado, 11 de abril de 2015

A Mansão dos Pedersens



A Mansão dos Pedersens 



Coisas estranhas acontecem na mansão dos Pedersens. Estranhas a partir das presenças, das ausências e das convivências, entre os animais e as pessoas que ali residem, vivem e habitam. Alguns aparecem e desaparecem, passam sem deixar vestígios. Seres humanos, animais domésticos e selvagens, animais cativados e não cativados. Um bioma diferenciado, um grupo sem presas ou sem caças, e sem animais predadores. Um Shangri-La de um Horizonte Perdido, a casa de Dersu Uzala

Tirando alguns fatos comuns e relatáveis que podem acontecer em qualquer lugar, outros fatos ali acontecem. São os fatos e os casos, mais estranhos, mais absurdos e inimagináveis que acontecem e se registram por ali. Inumeráveis fatos: dos acreditáveis aos não acreditáveis. Fatos apenas registrados pelos olhos atentos, e fatos que podem cair no esquecimento. Câmeras e fotográficas conseguem poucos resultados ao tentar registrar imagens.

Girafas curiosas visitam a sala de jantar. Raposas aparecem nos vinhedos, buscando serem cativadas. Gatos do mato se instalam em algumas dependências da casa. Instalam-se trazendo suas ninhadas, formam ali suas genealogias. Lagartos, camaleões e teiús passeiam pelas varandas que contornam a casa. Morcegos fazem voos rasantes durante o dia. Enquanto corujas anunciam as horas aparecendo e desaparecendo de suas tocas. Nada é rotineiro, nada é corriqueiro.

Os animais selvagens que se tornam domésticos são batizados com nomes de próprios de pessoas, enquanto as pessoas e os ocupantes da casa têm nomes monossilábicos. Ali não existe o tempo e não existe o verbo. O invisível que se faz presente é o vento. Passado, presente e futuro se confundem com o passar das horas. Animais do presente convivendo com animais do futuro e do passado. Animais velozes e ágeis convivem com animais frágeis e estáticos.

Talvez inebriadas por um som ou uma música, os animais ali chegavam e chegam, para passear ou se instalar. Animais considerados extintos; animais de outro habitat diferentes daquele. E animais de outros continentes. Inclusive animais ainda não descobertos e catalogados. Um lugar que Darwin nunca esteve. Entre Galápagos e a Ilha de Java, com vestígios escandinavos. Palavras em dinamarquês são verbalizadas pelas paredes.

Ali viviam sete personagens, supostamente reais. Personagens que dariam uma bela história. Personagens da natureza e personagens do imaginário. Personagens humanos e não humanos, que um dia na história foram deuses. A começar pelo Sol que todos os dias têm uma tarefa que começa ao amanhecer e se prolonga até o anoitecer. Diariamente faz um trabalho de visitação e investigação sobre a propriedade. Cruzando tudo, iluminando tudo, todos os caminhos de Leste para Oeste em vistoria. Um olhar do alto, sobre aquelas paragens.

A personagem mais real até o momento é Si. E Si quando está com Dó recolhem e abrigam animais para La, acolhendo e aquecendo com Sol e Fá. Quando Si queria se afastar do mundo, isolava-se no sótão. E para que ninguém a incomoda-se, depois de subir, recolhia e enrolava a escada, antes utilizada. E guardava o grande rolo da escada enrolada, debaixo da mesma escada. Que por algum tempo não existiria, ninguém a perceberia, ali escondida e guardada.

Nuvens no céu apresentam formas estranhas como se fossem presságios. No espaço aberto da propriedade, com suas árvores contorcidas ou retorcidas, copadas ou desfolhadas, lembram silhuetas de enormes animais pré-históricos. Talvez os animais que tenham vivido ali no passado. Deixaram formas nas árvores, como retratos de família em casarões centenários. 

Nuvens criam desenhos imaginários espalhados pelo ar.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Hotel Mike in Índia Charlie





Hotel Mike in Índia Charlie



Hora Mágica no Iate Clube em Belezas do RN. Assim definiu a autora ao nomear o momento estático de seu olhar. Momento capturado pelas suas lentes: o cristalino de seus olhos, e a objetiva de sua máquina fotográfica. A mistura de nuances no céu e no mar. Pode até ser um rio, que está preste ao mar chegar. A proximidade de uma margem e o tipo de embarcação ancorada, não nos deixar enganar. Águas denominadas de doce prestes a salgadas ficar. Águas que vieram de longe trazendo os sais da terra, que tornam o mar salgado.

As linhas do cais em rampa, junto com a linha d’água, formam a ponta de uma lança, tocando a superfície aquática, lembrando seus antigos moradores, que com uma lança ali iam pescar. Uma lança indo em direção à linha do horizonte para formar uma perpendicular idade retratada.  Todos os olhares seguem em direção a uma linha reta. A única linha reta criada na natureza, a linha do horizonte. Todas as linhas vão juntas em direção ao fundo da imagem, onde esta a linha do horizonte. As linhas do céu e as linhas do mar, todas se juntam com a linha do olhar. E junto com a linha do olhar formam o encontro das retas que se encontram no infinito submerso em ideias para olhar e analisar. 

Não se sabe se foi isto que a fotografa quis retratar. Mas imagem fotográfica é isto, um momento estático de quem estava em um local, e em um momento, com sua maquina em punho, pronta para obturar e um momento captar. Para que outros tentem visualizar. Uma imagem sem personagens como pessoas dão margem de uma infinidade de ideias para desenrolar. Assim também eram os antigos filmes fotográficos.

E cada um vai ver com o seu próprio olhar, aquilo que naquele momento a fotografa se inspirou e quis retratar, e depois revelar. Assim como um rio tem duas margens, pode haver margens diferentes e opostas de olhar. Margens que seguem juntas e opostas, de um interior até chegarem ao mar, o local de desaguar. E ali no oceano a cor do céu e a cor do mar vão se espelhar. A linha do céu e a linha do mar vão o horizonte criar. 

O personagem principal foi o Sol, no final da sua descida em carruagem, em seu caminho diário. O Sol se despedindo ao longe com seus últimos reflexos no espelho d'água. O Sol com seus últimos raios que nos dá condições de ver alguns detalhes do enquadramento e interpretar, com o nosso olhar. 

Barcos ancorados com se esperassem um momento de atracação. Com a chegada de alguém ou a mudança da maré. As pontas dos mastros já fazem um rodopio no céu, pelo suave balançar das ondas, marolas ou maretas. Estão aguardando o posicionamento das estrelas sobre um veludo negro, para como um taco de bilhar elas acertar. 

Nuvens esparsas e esgarçadas formadas pelo tempo de exposição, dando um traço de velocidade e direção. Deixam no ar os traços das partidas. Enormes aves flutuantes de cúmulos se tornam fractus cúmulos, em direção ao poente.

E dois blocos concretos e armados, de cimento e ferro como duas malas prontas para partir. Mas as marcas incrustadas das intempéries nas ferragens dão sinais que estão muito tempo á esperar, pelo momento de embarcar.


RN, 06/03/2015



Créditos:
Foto by Carla Belke
Texto by Roberto Cardoso

Palavras de avó

  

[...]

 Do blog CONTI outra - artes e afins

 

Palavras de avó: quando uma mulher estiver triste o melhor a fazer é trançar o seu cabelo

 “A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo [continua].

http://www.contioutra.com/minha-avo-dizia-que-quando-uma-mulher-se-sentisse-triste-o-melhor-que-podia-fazer-era-entrancar-o-seu-cabelo/

 

 

 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Seitas e receitas

 Seitas e receitas

Seitas e receitas (1) (2) (3) (4)


Seitas e receitas (1)
Ingredientes - Texto disponível em


Seitas e receitas (2)
Modo de preparo - Texto disponível em

Seitas e receitas (3)
Modos de servir - Texto disponível em

Seitas e receitas (4)
Dicas de variação - Texto disponível em 
http://mirnasemarinas.blogspot.com.br/2014/09/seitas-e-receitas-4.html




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Seitas e receitas (5)

terça-feira, 3 de março de 2015

O conhecimento que circula pelas ruas (5)





O conhecimento que circula pelas ruas (5)

Entre o estacionamento de um aeroporto, e o saguão de embarque, varias placas informativas e elucidativas serão encontradas. Vários símbolos são encontrados no deslocamento entre o estacionamento e o saguão. Símbolos que transmitem uma informação e um conhecimento, símbolos destinados a uma pluralidade de pessoas que transita por ali. Diferenciados por suas nacionalidades; por suas regionalidades; por suas condições, e limitações de deslocamento.

Entrando na estrutura coberta para passageiros, o local onde os passageiros: transitam, embarcam e desembarcam: um conjunto de outras novas informações. Novas mensagens com imagens. Inúmeras figuras e imagens indicarão locais de interesse e necessidade. Imagens ou rugosidades podem transmitir uma informação, no chão ou em uma parede. Um piso táctil diferenciado por uma cor; alguns pontos em relevo juntos (Braille), próximos aos comandos de um elevador.

Chamadas pelo sistema de som, e painéis com as chegadas e as partidas, indicando o número do voo, horário previsto e empresa aérea. Chamada para check-in e chamada para embarque. Anúncios de chegadas e partidas, embarques e desembarques. A posição e condição que o avião se encontra: em voo ou aguardando; chegando, pousando, taxiando, ou estacionado no pátio; no horário ou atrasado; aguardando o embarque ou partindo. Informações dos portões de embarque ou desembarque, para cada voo também são indicados nos painéis, que vão se atualizando com o passar do tempo.

Encontramos pelo saguão e corredores símbolos que indicam as localizações de escadas fixas e rolantes, elevadores e plataformas de elevação; banheiros de uso feminino e masculino, com observação aos portadores de alguma deficiência de locomoção. Balcões de informações, e balcões para check-in de embarque. Setor de alimentação e setor de compras. Bancos e agencias de cambio. Informações turísticas e de saúde; policia militar e polícia federal; inspeção da receita federal e inspeção sanitária.

Os balcões de atendimento das empresas aéreas são distinguidos pelas suas cores e seus símbolos. Suas marcas e logomarcas, ícones e logotipos. Os funcionários das empresas acompanham as cores empresariais em seus uniformes. Cada serviço oferecido ao passageiro pode contar com um símbolo ou um ícone, e as cores da empresa que prestam o determinado serviço. Símbolos e pictogramas que podem e devem ter um reconhecimento mundial, independente do idioma falado pelo passageiro.

Símbolos, siglas e códigos transmitem uma informação e um conhecimento. Tanto as localidades de destino, de procedência e de origem, como também as empresas aéreas, podem estar representadas por códigos e logos nos painéis demonstrativos de voos. 

Os códigos de três letras das cidades, com seus respectivos aeroportos atendidos pela aviação comercial foram estabelecidos pela IATA (International Air Transport Association), a Associação Internacional dos Transportes Aéreos. E os códigos de quatro letras pela ICAO (International Civil Aviation Organization), a Associação Internacional de Aviação Civil. 

No aeroporto de Natal/RN (NAT/SBNT), dois pontos (aeródromos) que hoje estão distanciados. O aeroporto de Natal (NAT), que estava localizado no município de Parnamirim junto a BANT (Base Aérea de Natal), referenciado por SBNT, hoje esta localizado no município de São Gonçalo do Amarante. Ambas as cidades dentro da Região Metropolitana de Natal.

Quem parte de um aeroporto de uma capital estadual, com menor opção de linhas aéreas, tem a possibilidade de chegar a qualquer ponto do país, com a opção de voos internacionais. Fazendo escalas e conexões em Brasília/DF (BSB/SBBR); em São Paulo/SP nos aeroportos de Campinas (VCP/SBKP); Guarulhos (GRU/SBGR) ou Congonhas (CGH/SBSP); ou ainda via Rio de Janeiro/RJ no Aeroporto do Galeão (GIG/SBGL), ou Santos Dumont (SDU/SBRJ). A cidade de Belo Horizonte/MG conta com dois aeroportos: Pampulha (BHZ/SBBH) e Confins (CNF/SBCF). 

Escolhida a cidade de embarque e a cidade de destino, vem a escolha da Companhia aérea, que pode ser representada por códigos também, com duas letras (IATA), ou com três letras (ICAO). A ICAO também criou códigos alfanuméricos para modelos de aviões: como Boeing 737 (B737) e Boeing 747 (B747). Querendo ou não os códigos vão assumindo um papel e uma representação no dia a dia.


Palavras chaves | Palabras clave | Parole chiave | Keywords

BR/BRA Palavras chaves: informação, conhecimento, comunicação. Komunikologia.
DE/DEU Suchbegriffe: Information, Wissen, Kommunikation. Kommunikologie.
ES/ESP Palabras clave: la información, el conocimiento, la comunicación. Kommunikologie.
FR/FRA Mots-clés: information, la connaissance, la communication. Kommunikologie.
IT/ITA Parole chiave: informazioni, la conoscenza, la comunicazione. Kommunikologie.
US/USA Keywords: information, knowledge, communication. Kommunikologie.


Em 20/02/15
BRASIL - Entre Natal/RN e Parnamirim/RN

O conhecimento que circula pelas ruas (5)

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O conhecimento que circula pelas ruas
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O conhecimento que circula pelas ruas (1)
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/01/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-parte-1/
El conocimiento que circula por las calles (1)
The knowledge that circulates through the streets (1)

O conhecimento que circula pelas ruas (2)
http://www.publikador.com/cultura/maracaja/2015/02/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-2/
El conocimiento que circula por las calles (2)
The knowledge that circulates through the streets (2)

O conhecimento que circula pelas ruas (3)
El conocimiento que circula por las calles (3)
The knowledge that circulates through the streets (3)


 O conhecimento que circula pelas ruas (4)
El conocimiento que circula por las calles (4)
The knowledge that circulates through the streets (4)

O conhecimento que circula pelas ruas (5)
El conocimiento que circula por las calles (5)
The knowledge that circulates through the streets (5)


BR/BRA Palavras chaves: informação, conhecimento, comunicação. Komunikologia.
DE/DEU Suchbegriffe: Information, Wissen, Kommunikation. Kommunikologie.
ES/ESP Palabras clave: la información, el conocimiento, la comunicación. Kommunikologie.
FR/FRA Mots-clés: information, la connaissance, la communication. Kommunikologie.
IT/ITA Parole chiave: informazioni, la conoscenza, la comunicazione. Kommunikologie.
US/USA Keywords: information, knowledge, communication. Kommunikologie.